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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Uma pagina pessoal saindo

  Ois! Esse ano será o ano... o ano em que vou por a banca na rua pra vender limonada. Bem, não será limonada e não será na rua, mas pretendo ressuscitar o fanzineiro que existe dentro de mim e lançar minhas histórias por minha conta em uma página pessoal e ver no que vai dar. Afinal de contas, eu nasci desenhando sem audiência e mostrando meu traço para todos e agora não pode ser diferente.
  Vou fazer os preparativos para estrear uma página pessoal onde vou colocar minhas histórias inteiras para download e para venda. Ainda bem que posso resolver isso com calma sem pressão. Flws! Ah sim, na próxima eu volto com o tutorial que estava fazendo.

Lewistron Knight 2012 - ano novo, desenhos totalmente novos!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Marta vai estar na 5ª Competição da Kodansha no Japão!

   Olá todos! Aconteceram algumas mudanças anteriormente como eu já tinha dito pra vocês em posts anteriores. Agora mais uma e mais recente: O Dia da Morte de Marta vai participar da 5ª Competição de Mangá da Kodansha! Embora esteja mudando o meu traço de trabalho, ainda tenho o suficiente para uma competição assim. Vou me inscrever e mandar meu trabalho até julho. Então os games vão ter que esperar um pouco mais já que devo me concentrar para cumprir os prazos.
    Pelo que me informei até agora (meu inglês ainda é meio sofrível) as inscrições vão até 31 de julho e os resultados saem em dezembro desse ano. Vou postar rascunhos aqui de vez em quando pra que todos possam ver e para que eu não deixe de estar na ativa. Agora vou parar por aqui se não eu entro na área de tietagem e não é hora pra isso... flws e me desejem o melhor!

 Marta... de volta a ativa!

terça-feira, 4 de maio de 2010

"Algo mais... Maurício de Souza"

Quanto tempo! Bem, eu estou realmente ocupado com "O Sétimo Dia" (tanto como nunca estive com outro quadrinho antes). Mas deu tempo de fazer um trabalhinho a parte. Até a próxima.


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Roteiro – termine enquanto ainda está quente

     Voltei. Eu disse que hoje eu iria mostrar alguns exemplos clássicos, mas por causa do feriado, vai ter que ficar para um outro dia.

Roteiro

     Um roteiro tem que ser construído de maneira igual a uma peça de vidro: é reunido um punhado de areia e outros materiais que são aquecidos a muitos graus centígrados. E então, com tudo ainda em massa incandescente, a forma é dada. Logo em seguida, vem os detalhes da peça com ela ainda quente. O roteiro acaba sendo parecido com isso. Se for um roteiro curto (história de até umas 50 páginas), dá pra fazer toda a idéia central no mesmo dia da idéia completada - você reúne as idéias e de uma vez só bota tudo o que tem na cabeça no papel. É isso aí, tudo vai no mesmo dia pro papel. No dia seguinte (com certeza a idéia ainda ta bem quente) eu faço uma revisão e com um afastamento apropriado (da hora da primeira escrita) vou cortando o que não fez muito sentido e também vou completando partes que ficariam mais interessantes com detalhes, às vezes, não tão relevantes, mas que são complementares a idéia principal.
     Infelizmente, é difícil se envolver com um tempo suficiente a uma obra maior e mesmo a histórias menores. Afinal, temos aula, trabalho, temos que beijar muito a namorada... Enfim! Mas existe uma essencialidade importante quando falamos de trabalho com quadrinho que é o compromisso com o que ta fazendo: se é importante, o planejamento à longo prazo é totalmente indispensável. Existem coisas que não vão esperar por você... se demorar demais a passar o roteiro pro papel, vai perder o interesse (pode escrever o que to dizendo). Os personagens também não têm tanta paciência, principalmente aqueles que são principais... eles mudam na cabeça o tempo todo e se não viverem a história logo de uma vez, acabamos nos perdendo com ele.

Escritos de bastidores

     Sabe a página que está no post anterior a esse? Ele não é a história em si. É uma espécie de ‘jornal’ do dia anterior ao campeonato dos meus personagens. Esses tipos de escrito são os bastidores de produção. Pra mim esse tipo de coisa ainda é um mistério. Eu não sei por que sempre fiz isso depois de terminar as minhas histórias antigas. E também antes de começar as histórias de hoje em dia. Eu estou tendo aula de metodologia em pesquisa na faculdade. Nós coletamos informações sobre o processo de produção... ou seja, é algo realmente importante para um artista. Logo, quem faz quadrinho é um artista! Que nada, somos só uns mercenários com muita sede de grana!!! (brincadeira gente, tem que explicar tudo)
     Ken Akamatsu é o desenhista de Love Hina – um dos quadrinhos referência pra mim. Ele produziu um encadernado chamado Love Hina Infinity (publicado pela JBC Mangás aqui no Brasil) onde ele conta todo o processo de produção da história desde o início e o dia de produção dos assistentes. Muita coisa parece bobagem (coisas que parecem feitas para o encadernado e não para a história), mas vai saber né?! Vai que por causa das besteiras que o negócio fez sucesso! A gente já sabe como é o povo, não é mesmo!? Rsrsrsr....

Capa de Love Hina Infinity - JBC Mangás

segunda-feira, 29 de março de 2010

Meu primeiro grande Personagem

   Não posso começar a falar dos meus quadrinhos de hoje sem antes falar do meu primeiro grande personagem: o Nega, é isso mesmo: “O” e não “A”. Começou desde cedo a minha deficiência pra criar nomes. Criei ele quando tinha 4 anos de idade... Quando as outras crianças ainda só desenhavam natureza, papai e mamãe, casinha; eu criava o Nega batendo nos bandidos que tinham tudo a mesma cara! O Nega também tinha a mesma cara dos bandidos, mas ele tinha um diferencial: ele tinha uma longa cabeleira representada por um único fio de cabelo grande (simplificação cubista?). O amigo imaginário das outras crianças eram invisíveis... o meu todo mundo via no meu caderno da escola. E claro, ganhava bronca por usar o espaço do caderno de matemática para desenhar briga e esportes do Nega. Eu sempre o favoreci... quando criei a minha própria liga de super heróis indestrutíveis, ele era o líder só mesmo atrás de mim que também fazia parte da história só de relance. Eu sempre me enxerguei alguém que dava as ordens aos meus personagens, mas que era um mero espectador quando visto do ponto de vista das histórias, por isso, só aparecia nos telões de transmissão por vídeo. Ah, sim: o Nega não era o principal em força, mas sim, o seu irmão mais velho: o Herói (é esse era o nome, outro grande nome muito significativo). Ele quase não lutava (apesar de ser o mais forte), mas sempre dava conselhos quando necessário. Aqui eu marcava a minha organização de construção de quadrinhos: Nega (personagem), Herói (estrutura) e Eu (criador). Estava tudo lá desde o início, hoje em dia eu vejo claramente... impossível ver há 21 anos atrás. Quem sabe daqui a 21 anos eu possa compreender o que tem acontecido nos dias de hoje com minhas páginas de quadrinho. Ah, outra coisa: eu desenho o Nega até hoje, mas hoje em dia ele tem outro nome e outra turma pra se divertir.

Página do Jornal Amigos (1998 - isso pra mim é pre-histórico). Na postagem de sexta feira, eu
posto páginas de 1992, 1997 e 2002 para compararmos.